Especialização desportiva aumenta risco de lesões
Num novo estudo, cientistas internacionais investigaram a importância relativa da especialização versus quantidade de atividade desportiva no aumento do risco de lesões. As hipóteses foram de que a especialização aumenta o risco de lesões e esse risco varia de acordo com o tipo de desporto.

Cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade Brown, em Providence, Rhode Island, nos Estados Unidos, usaram dados do Growing Up Today Study (10 138 crianças e adolescentes mais velhos).
Os questionários preenchidos em 1997, 1998, 1999 e 2001 avaliaram a atividade e as lesões das crianças (fratura por stress, tendinite, condromalácia patelar, rutura do ligamento cruzado anterior ou osteocondrite dissecante ou defeito osteocondral). A especialização desportiva foi definida como envolver-se num único desporto no outono, inverno e primavera.
Os investigadores descobriram que as raparigas que se dedicam à especialização desportiva correm um maior risco de lesões (taxa de risco, 1,31), embora o risco varie de acordo com o desporto.
Em ambos os sexos, a especialização desportiva esteve associada a um maior volume de atividade física. Independentemente de outras variáveis, o total de horas semanais de atividade vigorosa previu lesões incidentes (taxas de risco, 1,04 para rapazes e 1,06 para raparigas).
Entre as raparigas, houve um aumento significativo do risco de lesões, mesmo entre as que praticam de 3,0 a 3,9 horas de atividade por semana (taxa de risco de 1,93). Não havia um padrão claro de risco em rapazes.
O estudo concluiu que a especialização desportiva está associada a uma maior quantidade de atividades desportivas vigorosas e ao aumento do risco de lesões.
O estudo foi publicado no Orthopaedic Journal of Sports Medicine.
