DIABETES

Maioria dos casos de diabetes diagnosticados sem suspeita prévia

Cerca de 80 por cento dos casos de diabetes são diagnosticados sem qualquer suspeita prévia, segundo as conclusões de um estudo reveladas pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma).

Maioria dos casos de diabetes diagnosticados sem suspeita prévia

 
A Apifarma recorda que as análises clínicas integram uma longa cadeia de cuidados que vai desde a identificação precoce da predisposição genética até à monitorização dos tratamentos prescritos aos diabéticos.
 
Para sensibilizar a opinião pública para a importância das análises clínicas e do diagnóstico precoce, a Apifarma Diagnósticos está a conduzir o estudo “A Relevância dos Resultados das Análises Clínicas para o Diagnóstico e Gestão Clínicos – Contributo para a Diabetes”.
 
Os resultados preliminares indicam que os meios de diagnóstico aportam um triplo benefício: clínico, ao dotarem os médicos de informação de suporte à decisão; económico, ao permitirem poupanças resultantes de melhores decisões por parte dos prestadores de cuidados de saúde; qualidade de vida dos doentes, ao permitirem comparar os resultados de diferentes terapêuticas.

O estudo indica que em cerca de 80 por cento dos casos o diagnóstico laboratorial positivo da diabetes foi feito sem existir qualquer suspeita clínica prévia.

As primeiras conclusões indicam que o contributo do diagnóstico in vitro para a prevenção das complicações crónicas da diabetes varia entre os 35 por cento (no caso do pé diabético e no acidente vascular cerebral isquémico) e os 80 por cento (no caso da doença renal diabética). No caso da doença cardiovascular isquémica, o valor situa-se nos 45 por cento.
 
Na avaliação do controlo metabólico (glicémico), no contexto dos cuidados de saúde primários, o doseamento da hemoglobina glicada A1c é realizado em média duas vezes por ano e influencia a modificação/intensificação terapêutica e a consequente melhoria do controlo glicémico em 75 por cento das situações com controlo glicémico.
 
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal é o país da Europa com a mais alta taxa de prevalência da doença.

Fonte: Lusa

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