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Parto normal após cesariana pode trazer riscos para a grávida e bebé

Em todo o mundo, houve um aumento do número de cesarianas realizadas, levando a uma proporção maior de mulheres grávidas com histórico deste tipo de parto.

Parto normal após cesariana pode trazer riscos para a grávida e bebé

As diretrizes recomendam que essas mulheres sejam aconselhadas sobre os benefícios e malefícios do planeamento de uma cesariana subsequente ou da tentativa de um parto vaginal, mas há poucas evidências sobre isso.

Um estudo com um grande número de mulheres que tiveram uma ou mais cesarianas anteriores sugere que a tentativa de um parto vaginal numa gravidez subsequente está associada a maiores riscos à saúde da mãe e do bebé do que a realização de uma outra cesariana.

A pesquisa, publicada na revista PLOS Medicine, aborda a falta de informações robustas sobre os resultados das opções de parto após cesariana anterior e pode ser usada para aconselhar as mulheres sobre as suas escolhas.

Investigadores da Universidade de Oxford, nos Estados Unidos, usaram dados relativos a mais de 70 mil nascimentos na Escócia entre 2002 e 2015. Entre as mulheres que tentaram um parto vaginal após uma cesariana anterior, 28 por cento tiveram que fazer uma cesariana de emergência.

A tentativa de parto vaginal foi associada a um risco adicional de rutura uterina, transfusão de sangue, infeção generalizada e lesões decorrentes da cirurgia.

Os riscos para o bebé incluíam natimorto, admissão numa unidade neonatal e ressuscitação com recurso a medicamentos ou intubação.

Para as mães, o risco absoluto de qualquer uma dessas complicações, no entanto, foi baixo – dois por cento naquelas que tentam um parto vaginal e um por cento nas que fazem cesariana.

Os bebés sofreram uma ou mais complicações em oito por cento das tentativas de parto vaginal e seis por cento nas cesarianas subsequentes, segundo o estudo.

Os resultados podem ser usados para aconselhar e tratar mulheres com cesariana feita anteriormente, e devem ser considerados juntamente com as evidências existentes sobre o risco aumentado de morbidade materna grave em gestações subsequentes associadas à cesariana por repetição eletiva.


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