ALCOOLISMO

Analisada associação entre volume cerebral e consumo de álcool

O consumo excessivo de álcool traz muitos riscos para a saúde, incluindo problemas cardiovasculares, hepáticos, cancro e até danos cerebrais. Pesquisas já realizadas sugerem que existe uma associação entre a alta ingestão de álcool e uma redução do volume da substância branca e cinzenta no cérebro.

Analisada associação entre volume cerebral e consumo de álcool

Recentemente, investigadores das universidades de Washington e Duke, ambas nos Estados Unidos, realizaram um estudo que sugere que o álcool pode não ser o culpado por reduzir o volume cerebral.

Em vez disso, as descobertas indicam que tanto o volume cerebral reduzido quanto a predisposição para consumir quantidades maiores de álcool podem ter a mesma causa subjacente: a composição genética.

No estudo, cujas descobertas foram publicadas na revista Biological Psychiatry, os cientistas analisaram os dados de três estudos de imagens cerebrais separados, que incluíam mais de 2 400 indivíduos.

De acordo com os cientistas, o estudo fornece evidências convergentes de que existem fatores genéticos que levam a volumes mais baixos de matéria cinzenta e ao aumento do uso de álcool.

Mais especificamente, a equipa descobriu que indivíduos que consumiam mais álcool tinham menor volume de massa cinzenta no córtex pré-frontal dorsolateral e na ínsula, que são duas regiões do cérebro que desempenham papéis importantes na emoção, recuperação da memória, ciclos de recompensa e tomada de decisão.

Para os investigadores, de acordo com as suas análises, uma menor massa cinzenta nessas duas regiões do cérebro deve-se a uma composição genética específica, que, por sua vez, também está associada a um risco aumentado de maior consumo de álcool, tanto na adolescência quanto na idade adulta.


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