MENOPAUSA

Ondas de calor na menopausa podem indicar risco cardiovascular

Mulheres que entram na menopausa costumam sentir ondas de calor, também conhecidas por fogachos. Consideradas por muitos como um incómodo inevitável desta fase, esses sintomas, quando muito frequentes e persistentes, podem indicar risco cardiovascular.

Ondas de calor na menopausa podem indicar risco cardiovascular

Um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, acompanhou 3 300 mulheres na menopausa por 20 anos. Dessas mulheres, 231 tiveram um ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC) ou insuficiência cardíaca.

Mulheres que tiveram ondas de calor frequentes registaram o dobro do risco de problemas cardíacos durante o estudo. Aquelas com ondas de calor persistentes apresentaram um risco 80 por cento maior ao longo de 20 anos.

De acordo com os cientistas, os eventos cardíacos não foram explicados por fatores como pressão arterial, diabetes, obesidade, exercício ou tabagismo, que são os fatores suspeitos habituais.

Das mulheres entrevistadas, cerca de 75 por cento das mulheres relatam ter ondas de calor (calor intenso, crises de sudorese) à medida que os seus períodos mensais se tornaram pouco frequentes e finalmente pararam.

Agora, os investigadores estão a realizar novos estudos para compreender os mecanismos subjacentes que vinculam as ondas de calor ao risco de doença cardíaca, e também descobrir se o tratamento de ondas de calor tem algum impacto na saúde do coração das mulheres à medida que envelhecem.

Os autores ressaltam que nem todas as mulheres que sofrem ondas de calor desenvolvem doenças cardíacas, nem as ondas de calor causam doenças cardíacas, mas as mulheres na menopausa ainda correm um risco maior de outras doenças crónicas evitáveis, como diabetes e pressão alta.

Por isso, é fundamental que estas mulheres procurem acompanhamento médico e adotem hábitos de vida saudáveis.

Fonte: Boa Saúde

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