ANEMIA

Criança em remissão de anemia aplástica após transplante autólogo

O Henrique, uma criança portuguesa, com quatro anos de idade, encontra-se em remissão de anemia aplástica grave após transplante autólogo com células estaminais provenientes de sangue do cordão umbilical.

Criança em remissão de anemia aplástica após transplante autólogo

O tratamento foi realizado no dia 5 de abril deste ano, na Unidade de Transplante de Medula do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO de Lisboa).

Previamente à transplantação, o Henrique, que se encontrava hospitalizado no Hospital Pediátrico Dona Estefânia, foi transferido para o IPO de Lisboa e submetido a quimioterapia e outros tratamentos.

Após a infusão das células estaminais do sangue do cordão umbilical verificou-se uma rápida recuperação das contagens de glóbulos brancos e de outros parâmetros da recuperação hematológica.

O Henrique recebeu alta hospitalar um mês após o transplante. Estando sob vigilância da equipa médica, a criança tem apresentado uma evolução positiva ao longo dos últimos meses.

A equipa médica do Hospital Pediátrico Dona Estefânia está muito satisfeita com a evolução clínica do Henrique e considera muito gratificante o resultado da opção terapêutica que decidiram para este caso clínico.

Esta amostra, utilizada para o tratamento da anemia aplástica grave, torna-se, assim, a 10.ª amostra libertada para transplante pela Crioestaminal de uma criança portuguesa.

Alexandra Machado, diretora médica da Crioestaminal, recorda que “a Crioestaminal é o laboratório português com mais experiência na libertação de amostras de sangue do cordão umbilical para o tratamento de várias doenças, tratadas no IPO do Porto, no IPO de Lisboa, no Hospital Universitário de Duke, nos Estados Unidos, e no Hospital San Rafael em Madrid”.

A anemia aplástica é uma doença rara e grave que ocorre quando a medula óssea deixa de produzir células sanguíneas suficientes, provocando anemia, hemorragias e infeções. A incidência é de 2-7 casos/milhão de pessoas/ano. A doença é rara durante o primeiro ano de vida, mas com uma incidência progressiva até aos 20 anos.

Os especialistas acreditam que a anemia aplástica surge quando o sistema imunitário ataca e destrói as células estaminais da medula óssea necessárias para a renovação das células sanguíneas.

A produção de células sanguíneas pode ser recuperada por terapêutica imunossupressora e, nos casos mais graves, com recurso a transplante de células estaminais hematopoiéticas, nomeadamente do sangue do cordão umbilical.

Fonte: Atrevia (press release)

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