Europa: esperança média de vida com grandes variações
As mulheres de grupos sociais desfavoráveis têm menos sete anos de esperança média de vida e os homens têm menos 15 anos, indica um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) que faz uma análise à região europeia.

Portugal surge como um dos países com maior esperança média de vida, mas regista diferenças significativas nos homens consoante o seu nível educacional. Contudo, está longe de ser o país em que o nível educacional mais interfere na esperança de vida.
Em termos globais da região europeia, a esperança média de vida em ambos os sexos passou de 76,7, em 2010, para os 77,8 em 2015.
As mulheres com poucos anos de educação morrem entre 2,3 anos e 7,4 anos mais cedo do que as mulheres com maiores níveis de estudos. Nos homens, o fosso é ainda ser maior: entre 3,4 anos a 15,5 anos.
Nalguns países, os homens com o ensino médio chegam a viver menos dez anos em média do que os que têm ensino superior.
São mencionados cinco fatores que interferem nas desigualdades em saúde, como falta de proteção social e apoio ao rendimento, contribuindo em 35 por cento.
Já no segundo lugar, com 29 por cento, surgem as condições de vida, incluindo-se o acesso a habitação condigna, alimentação ou condições de segurança.
As relações sociais e a rede familiar ou de apoio são também um fator que contribui para reduzir o fosso das desigualdades em saúde.
A OMS identifica ainda o acesso ao próprio sistema de saúde, que sendo pago força as pessoas a escolher entre usar serviços essenciais de saúde ou outros cuidados básicos.
No final, surgem as condições de trabalho, contribuindo com sete por cento para as divergências de acesso à saúde.
