ALIMENTAÇÃO

Publicidade a alimentos pouco saudáveis vai ser limitada

Os produtos alimentares que mais aparecem na publicidade para crianças são também os que vão ter mais restrições a partir de outubro, sejam refrigerantes ou bolachas ou outros alimentos com excesso de açúcar.

Publicidade a alimentos pouco saudáveis vai ser limitada

 
A tabela que define o perfil dos alimentos e bebidas com publicidade dirigida a menores de 16 anos foi publicada em Diário da República, num despacho que entra em vigor dentro de dois meses.
 
O perfil nutricional surge no seguimento da lei aprovada em abril, destinada a restringir determinada publicidade dirigida a crianças.

A lei então aprovada incumbia a Direção-Geral da Saúde (DGS) de identificar os produtos alimentares com elevado valor energético, teor de sal, açúcar, ácidos gordos saturados e ácidos gordos trans.
 
“Provavelmente as categorias mais atingidas (pelas restrições) são também as que mais publicitam”, disse à Lusa a diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), Maria João Gregório, ressalvando que se trata de uma medida que afeta produtos como refrigerantes, chocolates, produtos de confeitaria e pastelaria, bolachas, cereais de pequeno almoço ou refeições prontas a consumir.
 
A tabela, a que a Lusa teve acesso, foi construída tendo em conta as sugestões da Organização Mundial de Saúde (OMS), legislação europeia, investigação científica e a realidade nacional, disse a responsável.

Os valores limite foram definidos categoria a categoria. “Para algumas categorias, podemos ser mais permissivos, na medida em que temos valores mais elevados porque no global essa categoria tem um valor nutricional interessante. E exemplificou com os iogurtes, com valores limite mais elevados do que chocolates, bolachas e bolos (...)”.
 
Maria João Gregório não tem dúvidas. A lei também serve para mudar os hábitos alimentares, que se formam numa idade mais precoce e que se mantém na vida adulta, pelo que é importante que se promovam hábitos alimentares saudáveis junto dos jovens.

Fonte: Lusa

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