MEDICAMENTO

Braga teve dificuldade de acesso a medicamentos “acima da média”

Um estudo revela que o distrito de Braga esteve, em 2018, “acima da média nacional” na “dificuldade no acesso à medicação prescrita”, sendo que 53,45 por cento de utentes de farmácias “enfrentaram algum tipo de indisponibilidade de medicamentos”.

Braga teve dificuldade de acesso a medicamentos “acima da média”

 
Em comunicado enviado à Lusa, o Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR), autor do estudo, revela que 27,64 por cento dos utentes precisaram de nova consulta e 4,73 por cento tiveram mesmo que parar o tratamento.
 
“Os resultados de Braga surgem acima da média nacional (52,2 por cento declararam dificuldades no acesso à medicação prescrita). Na análise, as regiões mais desertificadas e economicamente mais desfavorecidas do interior do país são as que registam mais ocorrências deste tipo. Nos distritos de Beja e Guarda, a percentagem chega quase aos 70 por cento (68,22 e 67,30 por cento, respetivamente)”, lê-se.
 
O mesmo estudo conclui que a falta de medicamentos “nunca afetou tanto” os portugueses: 3,4 milhões depararam-se com este problema e 371 mil (5,7 por cento) foram forçados a interromper a terapêutica.
 
Segundo o estudo, a “indisponibilidade de medicamentos levou ainda 1,4 milhões (21,5 por cento) de utentes a recorrer a consulta médica para alterar a prescrição”, sendo que o recurso a estas consultas causou “elevados custos quer para o sistema de saúde (35,3 milhões de euros a 43,8 milhões de euros), quer para o utente (2,1 milhões de euros a 4,4 milhões de euros)”.
 
Os inquéritos para o relatório sobre o “Impacto da Indisponibilidade do Medicamento no Cidadão e no Sistema de Saúde”, da CEFAR, foram realizados na primeira semana de abril deste ano e contaram com a participação dos utentes de 2 097 farmácias em Portugal.

Fonte: Fonte: Lusa

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