NEUROCIÊNCIAS

Atividades que estimulam a mente previnem perda de memória

Um estudo publicado na revista Neurology revelou que atividades que estimulam o cérebro, tais como usar um computador, jogar jogos, participar em atividades sociais ou fazer trabalhos manuais estão associadas a um risco menor de se desenvolver perda de memória relacionada com a idade.

Atividades para estimular a mente e previnir perda de memória


 
Esta perda de memória, denominada Défice Cognitivo Ligeiro (DCL), traz dificuldades em compreender algo que se leu ou em completar tarefas complexas e nada tem a ver com a demência, que, por sua vez, origina dificuldades em desempenhar tarefas básicas do dia-a-dia. Há, contudo, indícios que apontam que o DCL seja um precursor da demência.
 
“Não existem, atualmente, medicamentos que tratem eficazmente o DCL, a demência ou a Alzheimer, daí haver um interesse dos médicos pelos fatores dos estilos de vida preventivos que possam abrandar o envelhecimento do cérebro”, disse Yonas Geda, autor sénior do estudo.
 
Para o estudo, foram identificadas duas mil pessoas com uma mediana de idades de 78 anos que não tinham DCL. No início do estudo, os participantes completaram um questionário sobre a frequência com que participavam em cinco atividades estimulantes, durante a meia-idade (dos 50 aos 65 anos) e na terceira idade (depois dos 65 anos).
 
De seguida, os participantes fizeram testes de memória e raciocínio e foram seguidos durante uma média de cinco anos, durante os quais 532 desenvolveram DCL.
 
Os resultados revelaram que usar computador na meia-idade reduziu o risco de se desenvolver DCL em 48 por cento, na terceira idade em 30 por cento e em ambas as fases 37 por cento.
As atividades sociais, tais como ir ao cinema, estar com amigos ou jogar cartas na meia-idade baixou o risco em 20 por cento. Quanto aos trabalhos manuais, apenas se notou redução do risco na terceira idade, sendo a redução de 42 por cento.
 
Quantas mais atividades se pratica a partir da meia-idade, menor é a probabilidade de se desenvolver DCL. Contudo, os investigadores alertam que este estudo é apenas observacional e necessita de mais aprofundamento.

Fonte: News Medical

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