PRÓSTATA

Cancro da próstata agressivo poderá ser detetado com análise à urina

Cientistas internacionais desenvolveram uma análise à urina que poderá diagnosticar os casos de cancro da próstata agressivo que irão requerer tratamento, até cinco anos mais cedo do que os métodos clínicos convencionais.

Cancro da próstata agressivo poderá ser detetado com análise à urina

 
O cancro da próstata desenvolve-se normalmente com lentidão, sendo que, na maioria dos casos, não chega sequer a ser preciso tratamento. O problema é que os médicos têm dificuldade em prever que tumores irão tornar-se agressivos, o que dificulta a decisão de tratar ou não os pacientes.

A autora principal do estudo que levou ao desenvolvimento da nova análise, Shea Connell, da Faculdade de Medicina de Norwich da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, indicou que “o cancro da próstata é mais comumente uma doença com a qual e não da qual os homens morrerão”.

Os investigadores desenvolveram a análise, à qual chamaram “Prostate Urine Risk”, através de aprendizagem de máquinas para analisar a expressão genética na urina em amostras recolhidas junto de 537 homens.

Foi analisada a expressão livre de células de 167 genes nas amostras e detetou uma combinação matemática de 35 genes diferentes que poderiam ser usados para produzir as assinaturas de risco na análise “Prostate Urine Risk”. 

A análise proporciona uma avaliação simultânea do tecido não-cancerígeno e de grupos de risco (baixo, intermédio e alto) para demonstrar a agressividade do cancro.

Segundo Jeremy Clark, investigador no estudo, “esta investigação demonstra que a nossa análise à urina poderá ser usada não só para diagnosticar o cancro da próstata, sem a necessidade de uma biópsia invasiva com uma agulha, mas também para identificar o nível de risco de um paciente. Isto significa que poderemos prever se os pacientes com cancro da próstata que já estão em monitorização ativa irão necessitar de tratamento”. 

O mais interessante, segundo o investigador, é o facto de a análise conseguir prever a progressão da doença até cinco anos antes de ter sido detetada pelos métodos clínicos convencionais.

A análise foi ainda capaz de identificar os homens com uma tendência de até oito vezes de necessitarem de tratamento no espaço de cinco anos após o diagnóstico.

Se a análise for aplicada na prática clínica, muitos homens poderão evitar biópsias desnecessárias e os homens com risco baixo poderão evitar os acompanhamentos invasivos, disseram os investigadores.

Fonte: Medical News Today

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