TABACO

Mais de 70% dos casos de cancro da bexiga associados ao tabaco

Mais de 70 por cento dos casos de cancro da bexiga estão associados ao consumo de cigarro, afirma o urologista Francisco Kanasiro, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia – Secção de São Paulo.

Mais de 70% dos casos de cancro da bexiga associados ao tabaco

Segundo explica o especialista, as substâncias tóxicas presentes no cigarro são eliminadas pelo rim, agredindo a parede da bexiga. A maior prevalência da doença é em pessoas acima de 60 anos de idade.

“Já o cancro da bexiga não relacionado com o tabagismo ocorre em pacientes mais jovens ou mais velhos. Abaixo dos 50 anos, acredita-se que pode haver alguns genes envolvidos. Já a partir dos 80, está relacionado ao envelhecimento do corpo”, afirma.

Outros fatores que facilitam o desenvolvimento desse tipo de tumor são exposição à radiação, como na radioterapia, infeção urinária com muita frequência e trabalhar com produtos químicos derivados de petróleo, como o benzeno.

“A primeira causa desse tipo de cancro é o cigarro, seguida do contato com benzeno”, explica o médico.

O cancro da bexiga é considerado raro, porém agressivo, de acordo com o urologista. O principal sintoma da doença é a presença de sangue na urina, a chamada hematúria, comum a diversos problemas do trato urinário, como cálculos renais e infeção urinária.

“O principal sintoma de cancro da bexiga é a presença visível de sangue na urina, sem apresentar dor, diferentemente da infeção urinária, por exemplo, em que o sangue na urina é microscópico e, portanto, só constatado por meio de exame laboratorial, além de manifestar outros sintomas, como febre e dor ao urinar”, explica.

O urologista afirma que, quando outras doenças do trato urinário são descartadas, por meio de ultrassom, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, é realizada a citoscopia, exame no qual é introduzida uma câmara na bexiga por meio da uretra, com anestesia local.

“Tumores com menos de 0,5 cm não são detetáveis em exames de imagem. Já na citoscopia, além de o tumor ser visto, é possível realizar uma biópsia e até retirá-lo”, conclui o especialista.

Fonte: R7

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