DROGA

Mais de 50 utentes diferentes recorreram ao Programa Vigiado de Drogas

Mais de 50 utentes diferentes recorreram ao Programa de Consumo Vigiado de Lisboa nos primeiros dois meses do seu funcionamento, cerca de metade dos quais de forma regular, revelou à Lusa o gabinete do vereador dos Direitos Sociais.

Mais de 50 utentes diferentes recorreram ao Programa Vigiado de Drogas

 
A funcionar desde 23 de abril, de maneira gradual, o Programa de Consumo Vigiado em formato de unidade móvel começou por abranger a freguesia do Beato, e está agora a ser preparado o alargamento da intervenção a Arroios, acrescentou.
 
Além da unidade móvel, “dois programas fixos continuam o seu processo de implementação”, não tendo sido revelada a localização futura dessas unidades fixas.
 
Este serviço é da responsabilidade das associações Médicos do Mundo e Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT), em cogestão, e conta, na sua equipa, com mediadores, enfermeira, psicóloga, técnica de serviço social e médica.
 
O programa desenvolve educação para a saúde, prestam-se cuidados primários de saúde, designadamente consulta de enfermagem, realizando-se testes rápidos do VIH, hepatites B e C, sífilis, assim como encaminhamento e acompanhamento para estruturas e serviços da área da saúde, social e de tratamento das dependências, após avaliação por enfermeiro e assistente social.
 
Além da distribuição de material de redução de riscos e minimização de danos, como seringas e preservativos, é disponibilizado um espaço para consumo vigiado e de material assético de injeção.
 
Os programas de consumo vigiado existem na legislação portuguesa desde 2001, sendo que, em 2015 a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo realizou um diagnóstico no qual identificou a recomendação de criação de vários pequenos Programas de Consumo Vigiado na cidade de Lisboa, descentralizados, para complementar a rede de respostas já existente.

Fonte: Lusa

OUTRAS NOTÍCIAS RELACIONADAS


ÚLTIMAS NOTÍCIAS