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Colesterol presente nos ovos associado a doenças cardíacas e morte

O risco de doenças cardíacas e morte aumenta com o número de ovos consumidos pelo indivíduo, concluiu uma pesquisa recente. O estudo foi publicado no JAMA.

Colesterol presente nos ovos associado a doenças cardíacas e morte

 
O estudo foi conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências da Saúde Zuckerberg da Universidade de Massachusetts Lowell, nos Estados Unidos, e contou com a participação de 29 615 adultos norte-americanos que foram acompanhados durante 31 anos.
 
Foi apurado que por 300 miligramas adicionais de colesterol consumido, para além de uma base de 300 miligramas diários, foi associado um aumento de 17 por cento no risco de doenças cardiovasculares e de 18 por cento no risco de morte.
 
O consumo de ovos tem vindo a aumentar nos Estados Unidos e, atualmente, não existem diretrizes com recomendações sobre a quantidade de ovos que cada indivíduo deve consumir diariamente.

Os especialistas em nutrição tinham começado a considerar que as gorduras saturadas eram o fator que causava níveis elevados de colesterol e não os ovos, disse Katherine Tucker, coautora do estudo.
 
Antes de 2015, as recomendações ditavam, porém, que cada indivíduo consumisse no máximo 300 miligramas de colesterol por dia. Um ovo grande contém quase 200 miligramas de colesterol, o que corresponde à quantidade encontrada num bife com 225 gramas de peso.
 
O queijo, os produtos láteos gordos e as carnes processadas como as salsichas também contêm níveis elevados de colesterol.
 
Consumir vários ovos por semana é, segundo Katherine Tucker, razoável, pois estes contêm nutrientes que são benéficos para a saúde ocular e óssea. “Mas recomendo que as pessoas evitem comer omeletes com três ovos todos os dias. A nutrição tem tudo a ver com moderação e equilíbrio”, comentou a investigadora.
 
Os resultados do estudo indicaram ainda que o regime de exercício físico e qualidade geral da alimentação, incluindo a quantidade e tipo de gordura consumida pelos participantes no estudo, não alterou a ligação entre o colesterol na alimentação e o risco de doenças cardiovasculares e morte.

Fonte: MedicalXpress

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