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Casos de demência podem triplicar nas próximas décadas

A demência pode atingir 152 milhões de pessoas no mundo em 2050, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS), que aconselha a adoção de hábitos de vida saudável como medida preventiva.

Casos de demência podem triplicar nas próximas décadas

Fazer exercício com regularidade, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e manter os níveis adequados de pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue são algumas das recomendações que a OMS divulgou junto das autoridades de saúde dos diferentes países, com vista à prevenção.

“Ainda que não seja uma emergência global, é uma ameaça crescente para a saúde, já que os números estão subindo, com 50 milhões de pessoas afetadas pela demência na atualidade”, disse à agência espanhola EFE a médica Neerja Chowdhary, do departamento de saúde mental da OMS, durante a apresentação do guia de prevenção.

De acordo com a especialista, a demência tem um enorme impacto nos países, nas pessoas que sofrem da doença e nas suas famílias, estimando que o tratamento e acompanhamento médico daqueles pacientes custe mais de 818 milhões de euros por ano, verba que pode vir a ascender aos dois mil milhões dentro de dez anos.

O guia da OMS recomenda a dieta mediterrânica como uma das formas de evitar e/ou atrasar o aparecimento dos sintomas de demência, e, em contrapartida, desaconselha o uso de complexos vitamínicos ou outro tipo de suplementos não prescritos.

Combater e tratar da obesidade, hipertensão ou diabetes é outro dos conselhos que a organização deixa.

Apesar de não existir ainda uma cura para as doenças neurodegenerativas ligadas à demência, a especialista revela que estão a decorrer “muitas investigações”, mas sem previsões de resultados.

O aumento da esperança de vida a nível mundial eleva potencialmente os casos de demência em virtude desta doença estar ligada à idade, não sendo este problema exclusivo dos países desenvolvidos, com populações mais envelhecidas.

A OMS criou, em 2017, o Observatório Global da Demência para recolher informação sobre a doença e elaborou uma lista de recomendações após analisar dados de 80 países.

Este organismo internacional assinala que é essencial o apoio dos cuidadores a pessoas afetadas pela demência, muitas delas familiares que sacrificam a sua vida profissional e social para cuidar destes doentes.

Tendo em conta esta questão, a OMS criou recentemente a plataforma digital iSupport, destinada a dar formação a cuidadores informais e que já está a ser utilizada em oito países.

Fonte: Visão

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