GENÉTICA

Genes podem ser responsáveis por maior risco de sépsis

Uma equipa de investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, está a estudar de que forma os genes podem influenciar uma maior predisposição para se adquirir e morrer de sépsis.

Genes podem ser responsáveis por maior risco de sépsis

Todos os anos, na Escócia, cerca de 3 500 pessoas morrem de sépsis, uma condição potencialmente fatal que resulta de uma reação exagerada do sistema imunitário a uma infeção.

Os cientistas esperam que esta pesquisa ajude a descobrir algumas pistas que expliquem como o ADN pode ajudar a prevenir a doença, isto porque algumas pessoas parecem ter maior predisposição para adquiri-la.

Para isso, o estudo vai comparar o ADN de pessoas morreram com sépsis com o código genético de quem sobreviveu à condição.

Os investigadores pretendem isolar marcadores genéticos de milhares de doentes e usar a informação para identificar o alvo de futuros tratamentos.

A sépsis acontece quando as bactérias causadoras de uma infeção provocam uma resposta exagerada do nosso organismo, chamada resposta inflamatória generalizada. Esta inflamação sistémica pode levar à falência dos nossos órgãos.

Os primeiros sintomas são a febre acima de 38ºC, respiração muito rápida, quase ofegante, ritmo cardíaco acelerado, calafrios e prostração.

Assim que diagnosticada, a sépsis deve ser tratada de imediato, habitualmente com recurso a antibióticos. É que quanto mais depressa se iniciar o tratamento maiores são as hipóteses de sucesso na cura.

Kenneth Baillie, consultor académico do Roslin Institute da Universidade de Edimburgo, espera que este estudo consiga encontrar as peças que faltam para compreender a sépsis.

“Nós achamos que vamos conseguir encontrar pistas no genoma humano”, afirma, explicando que “as pessoas que morrem de sépsis são seguramente diferentes do resto da população em termos genéticos”.

“Se conseguirmos identificar esses genes, seremos capazes de desenvolver novos tratamentos que permitirão salvar milhares de vidas”, conclui.

Fonte: BBC

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