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Caminhar com cães pode aumentar risco de quedas em idosos

Os animais de estimação podem proporcionar companhia a adultos mais velhos, e o exercício físico de andar regularmente com um cão pode melhorar outros aspetos da saúde física e psicológica. Levar o cão de estimação para passear pode ser um ótimo exercício para idosos, mas pode existir uma desvantagem: um maior risco de fraturas ósseas devido a quedas.

Caminhar com cães pode aumentar risco de quedas em idosos

Uma nova pesquisa publicada na revista JAMA Surgery mostra que as fraturas sofridas por idosos norte-americanos enquanto caminhavam com os seus cães mais do que duplicaram nos últimos anos.

O novo estudo foi realizado pela Universidade da Pensilvânia. A equipa avaliou dados nacionais e descobriu que entre as pessoas com 65 anos ou mais de idade, as fraturas associadas ao uso de cães com guia aumentaram de cerca de 1 700 casos, em 2004, para quase 4 400 casos, em 2017 - um aumento de 163 por cento.

Mais de três quartos das fraturas ocorreram em mulheres, sendo as fraturas de quadril e braço as mais comuns. Cerca de metade de todas as fraturas ocorreram na parte superior do corpo, com fraturas do pulso, parte superior do braço, dedo e ombro, a liderar.

O tipo mais comum de fratura foi a do quadril (17 por cento), que é um tipo de fratura que pode levar a uma mortalidade mais alta.

Os autores do estudo teorizaram que o aumento da posse de animais e uma maior ênfase na atividade física para adultos mais velhos podem estar a impulsionar essa tendência.

Os investigadores acrescentaram que o estudo envolveu apenas dados sobre fraturas tratadas nos serviços de urgência. O número real de lesões relacionadas com a marcha de cães entre idosos pode até ser maior se as lesões não tratadas num hospital - por exemplo, tendões ou lesões musculares - fossem contabilizadas.

Fonte: Boa Saúde

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