DIAGNÓSTICO

Biochip poderá detetar dengue logo após contágio

Cientistas da Universidade de Bath, no Reino Unido, estão a desenvovler uma nova ferramenta para detetar a presença de dengue desde o início, logo após o contágio, ajudando a evitar que as pessoas sofram complicações potencialmente fatais.

Biochip poderá detetar dengue logo após contágio

“Se pudermos detetar a dengue mais cedo, poderemos tratar com eficácia os sintomas e impedir que o vírus se transforme numa infeção mais séria”, explicou Paulo Rocha, líder da pesquisa.

O trabalho resultou na criação de um pequeno biochip contendo sensores elétricos que analisam o comportamento de células humanas infetadas com o vírus da dengue.

Quando alguém é infetado pelo vírus da dengue, este produz proteínas, particularmente a “proteína não estrutural 1” (NS1), que é segregada pelas células infetadas. Assim, analisar a presença de NS1 na corrente sanguínea de um paciente através de um simples exame de sangue é o caminho natural para diagnosticar a doença.

No entanto, muitas pessoas infetadas com dengue podem não ser diagnosticadas porque a concentração de NS1 é baixa demais nos primeiros dias após o contágio. Isso impede o diagnóstico correto e a intervenção precoce para neutralizar e reduzir os efeitos do vírus.

Agora, usando um biochip de três centímetros quadrados, os cientistas mostraram que é possível detetar concentrações mínimas de NS1 observando o comportamento elétrico das células humanas.

Uma melhor compreensão do comportamento elétrico dessas células, acreditam os pesquisadores, ajudará a criar uma forma mais precisa e sensível de detetar a presença de infeções por vírus.

O trabalho está numa fase piloto, mas a equipa de investigação espera que o biochip leve ao desenvolvimento de um sistema de baixo custo para a identificação da dengue que revele o resultado na hora.

Se os resultados se confirmarem, a tecnologia também poderá ser usada para diagnosticar doenças causadas por outros vírus da família Flaviviridae, como o Zika e a febre amarela.

Fonte: Diário da Saúde

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