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CHUCB da Cova da Beira iníciou projeto de hospitalização domiciliária

O Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira (CHUCB) já deu início ao projeto de hospitalização domiciliária, que se espera que venha a abranger cerca 200 utentes até ao final do ano.

CHUCB da Cova da Beira iníciou projeto de hospitalização domiciliária

“Começámos no dia 22 e já tratámos seis doentes. Três já tiveram alta e três mantêm-se em internamento. A nossa proposta é de termos até dez camas em simultâneo e chegarmos pelo menos aos 200 utentes até ao fim do ano”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do CHUCB, João Casteleiro, em conferência de imprensa durante a apresentação deste projeto.

O programa de hospitalização domiciliária consiste num modelo de prestação de cuidados em casa, em alternativa ao internamento convencional, proporcionando um tipo de assistência médica e de enfermagem igual aos de uma unidade de saúde.

De acordo com o responsável, este serviço vai contar com uma equipa constituída por seis enfermeiros e quatro médicos de Medicina Interna e um assistente social, sendo que o doente é visto diariamente, existindo contacto permanente entre o utente e os elementos da equipa.

Por outro lado, caso seja necessário, o paciente tem acesso aos exames complementares de diagnóstico ou às restantes especialidades hospitalares, exatamente da mesma forma e nas mesmas condições que um doente que esteja internado no próprio hospital.

O consentimento do doente, a existência de um cuidador no domicílio e as condições da casa, juntamente com a condição clínica do utente e as necessidades de tratamento são aspetos a analisar para determinar a atribuição desde regime.

A hospitalização domiciliária destina-se a patologias agudas ou doenças crónicas, cujo tratamento pode ser feito em casa se existir o acompanhamento de saúde adequado.
Entre os casos podem estar doentes que precisem de medicação endovenosa ou doentes crónicos que necessitam de ajustar a medicação sob vigilância médica.

“A grande vantagem é para o doente, por estar na sua própria casa e ser tratado na sua própria casa”, destaca João Casteleiro quanto aos benefícios, acrescentando ainda que a medida poderá contribuir para a redução dos riscos de infeção hospitalar.

O envolvimento e responsabilização da família e a possibilidade de o doente poder descansar e dormir em melhores condições foram outros dos aspetos sublinhados por Telma Mendes, uma das médicas de Medicina Interna que integra a equipa.

Fonte: Lusa

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