SARAMPO

DGS declara fim de surtos de sarampo que infetaram quase 40 pessoas

A Direção-geral da Saúde (DGS) declarou o fim de três surtos de sarampo em Portugal registados no final do ano passado, infetando pelo menos 37 pessoas.

DGS declara fim de surtos de sarampo que infetaram quase 40 pessoas

A declaração do fim dos surtos consta de um documento da DGS com data de 20 de fevereiro, que acrescenta que o fim dos surtos só pode ser determinado após dois períodos de incubação da doença sem novos casos confirmados (42 dias).

Os três surtos quase simultâneos foram identificados em novembro e dezembro de 2018 em Cascais, Oeiras e Madeira.

A autoridade de saúde avisa que continuam a existir surtos de sarampo na Europa, recomendando que seja mantido um “elevado grau de suspeição clínica” para detetar casos precocemente, já que permanece a possibilidade de importação de casos.

É ainda considerado fundamental pela DGS cumprir o Programa Nacional de Vacinação, que contempla a vacina do sarampo, que deve ser administrada aos 12 meses e aos cinco anos.

Nos três surtos de sarampo registados em final do ano passado, foram identificados laboratorialmente pelo menos 37 casos da doença, segundo o último balanço da Direção-geral da Saúde feito no início de janeiro.

Vinte e quatro dos casos confirmados correspondiam a um surto detetado em Cascais, cinco casos ao surto de Oeiras, três casos na Madeira e cinco considerados casos isolados.

No comunicado emitido então pela DGS não era referido qualquer surto na Madeira, mas chegaram a ser confirmados publicamente pelo menos três casos.

O sarampo é uma das doenças infeciosas mais contagiosas e pode provocar doença grave, sobretudo em pessoas que não estão vacinadas.

O vírus do sarampo é transmitido por contacto direto com as gotículas infeciosas ou por propagação no ar quando a pessoa infetada tosse ou espirra. Os sintomas de sarampo aparecem geralmente entre dez a 12 dias depois de a pessoa ser infetada e começam habitualmente com febre, erupção cutânea, tosse, conjuntivite e corrimento nasal.

Fonte: DGS

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