PREVENÇÃO

Iniciativa da ESEnfC diz “stop” às úlceras por pressão

As úlceras por pressão reduzem a qualidade de vida dos doentes, bem como dos respetivos cuidadores, causam sofrimento, aumentam a prevalência de infeções, acarretam encargos económicos, sociais e profissionais e, em situações derradeiras, podem até levar à morte.

Iniciativa da ESEnfC diz “stop” às úlceras por pressão

As úlceras por pressão constituem um problema de saúde frequente, quer em doentes institucionalizados, quer em doentes de cuidados domiciliários, que se encontram maioritariamente acamados/sentados e, muitos, completamente imobilizados.

Chamar a atenção para o problema e para a necessidade de se prevenir e tratar eficazmente este tipo de feridas foi o objetivo de estudantes e professores da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) que se reuniram esta semana para uma fotografia humana que forma a palavra “stop” (parar).

Luís Paiva, professor da ESEnfC especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica, refere que “ainda existem poucos dados sistematizados em Portugal que nos possam dar uma visão da real dimensão e evolução das lesões por pressão”, mas adverte que os dados mais recentes apontam para “a urgência de se atuar nesta área, nomeadamente para a necessidade de se utilizarem instrumentos precisos para avaliar o risco e assim se prevenir a instalação de feridas”.

“A prevalência estimada de feridas é de 3,3 portadores de feridas por mil habitantes e as lesões por pressão rondam os 0,7 portadores por mil habitantes, sendo que às categorias mais graves correspondem, por vezes, as maiores percentagens. Quanto à sua localização, continuam a aparecer preferencialmente na região sagrada e nos calcâneos, mas também em locais como o occipital”, esclarece Luís Paiva, referindo-se a dados de um estudo de âmbito nacional, realizado em 2014 e conduzido pelo professor da Universidade Católica, Paulo Alves.

Segundo o professor da ESEnfC, um dos docentes da pós-graduação em Tratamento de Feridas, “a situação atual”, quer nos hospitais, quer nas diferentes regiões do país, “mantém-se sensivelmente idêntica”, de acordo com os estudos nacionais que vão sendo desenvolvidos, “podendo afirmar-se apenas que a prevalência se apresenta ligeiramente superior à obtida em outros estudos realizados há mais anos”.

Nos últimos anos, a ESEnfC tem vindo a comemorar este dia com o objetivo de sensibilizar a comunidade para o problema das lesões por pressão, com atividades dirigidas a profissionais de saúde e à população em geral, incluindo ações em locais públicos.

Fonte: ESEnfC

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