INFEÇÃO

Estudo da OCDE sobre infeções resistentes não reflete realidade

A Direção-Geral da Saúde (DGS) considera que o estudo da OCDE divulgado na passada semana sobre infeções resistentes a antibióticos não reflete a realidade atual em Portugal, já que entre 2014 e 2017 houve uma redução significativa das resistências a antimicrobianos no país.

Estudo da OCDE sobre infeções resistentes não reflete realidade

A DGS argumenta, num comunicado, que o estudo foi realizado com dados anteriores a 2015, o que, no caso português, torna penalizadora uma extrapolação ou tendência futura, porque “não reflete a realidade atual do país”, nem os resultados do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistências a Antimicrobianos que teve, em 2014, o seu primeiro ano completo de atividade.

Segundo um estudo da OCDE divulgado na passada quarta-feira, mais de 40 mil pessoas podem morrer em Portugal na sequência de infeções por bactérias resistentes a antibióticos até 2050, estimando-se que, por ano, morram acima de 1 100 portugueses.

Portugal exibe dos mais altos resultados de mortalidade no conjunto de mais de 30 países analisados, com 11,3 por 100 mil habitantes, apenas ultrapassada por Itália, com 18,2 e pela Grécia, com 14,8.

A diretora do Programa de Prevenção e Infeções e Resistências a Antimicrobianos considera, no comunicado da DGS, que Portugal se encontra “a desenvolver os maiores esforços” nesta área e que, entre 2014 e 2017, houve uma “redução estatisticamente significativa das resistências” a antimicrobianos. Dentro de dez dias, a DGS irá divulgar os dados relativos a 2017, que continuam a mostrar a mesma tendência.

A autoridade de saúde recorda que a taxa de infeções associadas a cuidados de saúde em hospitais de agudos é de 7,8 por cento, enquanto nos cuidados continuados é de quatro por cento.

Fonte: press release

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