FARMÁCIA

Farmácias de Cascais já realizam testes do VIH/SIDA e hepatite

As farmácias de Cascais realizaram esta quarta-feira, 10 de outubro, alguns testes rápidos de rastreio do VIH/SIDA e dos vírus da hepatite, naquele que foi o primeiro dia em que foi possível fazer o despiste das doenças em farmácias.

Farmácias de Cascais já realizam testes do VIH/SIDA e hepatite

De acordo com Pedro Rosa, diretor técnico de uma farmácia em Alcabideche, no concelho de Cascais, distrito de Lisboa, até ao início da tarde já tinham sido realizados “dois testes” a dois utentes que se deslocaram à farmácia.

De acordo com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, a privacidade dos utentes está “garantida em todo o circuito”.

“Em todo este circuito, se o utente não se quiser identificar não se identifica, portanto pode fazer o teste sem ser necessário nunca dar os seus dados pessoais. Só se for reativo, aquando do contacto com a linha SNS 24 para marcar a consulta [hospitalar] aí é que tem de se identificar, mas todo este circuito é totalmente confidencial, anónimo, de forma que o utente não tenha nenhum constrangimento de vir fazer o teste a qualquer farmácia”, afirmou.

Durante a visita a uma farmácia de Alcabideche, em Cascais, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde explicou ainda que os farmacêuticos têm, na formação que recebem para a realização dos testes rápidos, uma “grande área da formação” na área da psicologia.

“Uma das grandes áreas de formação dos farmacêuticos está relacionada com a informação pré e pós teste e, em caso de reatividade, não só o apoio psicológico, mas também a explicação. Um teste reativo não significa necessariamente um teste positivo e, portanto, há que explicar muito bem ao utente o que está aqui em causa e depois, naturalmente, orientá-lo através da linha SNS 24 para a instituição hospitalar onde vamos poder confirmar ou não o diagnóstico e depois segui-lo”, clarificou.

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, destacou o facto de a iniciativa ter partido de uma associação do município.

“A iniciativa nasce de uma associação do concelho que teve o ensejo de financiar a aquisição dos testes e, nesse sentido, é positivo quando se juntam poderes locais, centrais, associações, enfim, a sociedade em geral, para que os resultados sejam os melhores, como estamos certos que vão ser”, disse.

Lisboa e Porto serão as duas próximas cidades que vão passar a disponibilizar testes rápidos à população, seguidas de Almada, Amadora, Loures, Oeiras, Odivelas, Portimão e Sintra, municípios que assinaram esta quarta-feira o compromisso “via rápida para eliminar o VIH” até 2030.

O secretário de Estado Adjunto da Saúde lembrou ainda o compromisso do Governo de, até ao final do ano, passar a disponibilizar testes que podem ser feitos em casa.
“Deverá ser publicada muito proximamente a legislação que nos vai permitir essa abertura, que atualmente estava vedada sob o ponto de vista legal, e esperamos cumprir com o que tínhamos prometido que é até ao final do ano os testes poderem ser realizados em casa, poderem ser vendidos nas farmácias comunitárias. Estamos muito focados nesse objetivo e temos a certeza que vamos conseguir, será uma alternativa diferente”, disse.

Fonte: Lusa

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