CANCRO

Astaxantina é capaz de destruir células cancerígenas

Vários estudos internacionais recentes revelaram que o composto vegetal natural astaxantina, um carotenoide, pode atacar de forma eficaz as células cancerígenas, tendo capacidade para interferir em todas as suas fases do desenvolvimento, ao mesmo tempo que deixa as células saudáveis intactas.

Carotenoide astaxantina é capaz destruir células cancerígenas

A astaxantina é um pigmento natural lipossolúvel, ou carotenoide, responsável pela coloração laranja-rosada do salmão, krill e camarão ártico.
Apenas as plantas têm capacidade para produzir astaxantina, mas os animais podem adquiri-la através dos alimentos que comem; como, por exemplo, no caso dos flamingos, que têm a coloração avermelhada devido à sua dieta de camarão, que, por sua vez, se alimentam de algas ricas em astaxantina.

A astaxantina tem propriedades anti-diabéticas, anti-obesidade, anti-inflamatórias, anti-envelhecimento e que melhoram o sistema imunológico. Também tem capacidade para melhorar a visão, aliviar dores nas articulações, melhorar a saúde do coração e até minimizar as rugas faciais.

Estudos já realizados com animais demonstraram que a astaxantina ajuda a reduzir a inflamação nas úlceras da mucosa, ajudando, assim, a prevenir o adenocarcimona.

Noutro estudo com células de linfoma humano, a astaxantina interferiu na produção de citocinas pró-inflamatórias, como o fator de necrose tumoral-alfa.

Já outra investigação com células de linfoma humano revelou que a astaxantina interrompeu a produção de espécies reativas de oxigénio prejudiciais e protegeu contra o stresse oxidativo associado ao desenvolvimento de doença oncológicas.

A capacidade antioxidante da astaxantina foi estimada pelos cientistas como sendo seis mil vezes maior que a da vitamina C, 800 vezes mais potente que a da enzima CoQ10 e 150 vezes mais potente que as da antocianinas, os pigmentos benéficos encontrados nos mirtilos.

Outros benefícios da astaxantina incluem a promoção de uma melhor comunicação entre células saudáveis. A astaxantina melhora a capacidade vital das células saudáveis ​​de se comunicarem entre si - uma função essencial na inibição do desenvolvimento de cancro.

Outros estudos também mostraram que a astaxantina promove a apoptose (morte celular) de células do cancro da boca e do fígado.

Num estudo com células de carcinoma hepatocelular humano, os pesquisadores descobriram que a astaxantina induziu um alto nível de morte celular, o que levou os cientistas a considerarem o uso do composto como uma terapia potencial para o cancro do fígado.
Outras investigações também revelaram evidencias da capacidade da astaxantina para interromper seletivamente a proliferação de células cancerígenas.

Em estudos com animais, os cientistas notaram que esse composto parecia travar a proliferação de células do cancro do fígado, mama e pulmão - enquanto deixava as células saudáveis ​​ ilesas.

Dos vários carotenoides anti-cancerígenos testados - incluindo o betacaroteno e a capsantina - a astaxantina foi considerado o mais eficaz na prevenção da reprodução de células de leucemia humana.

Num estudo de 2017 publicado recentemente na revista Marine Drugs, os cientistas estudaram os efeitos da astaxantina na iniciação e progressão tumoral.

Ratinhos com cancro da próstata induzido por laboratório receberam doses elevadas de astaxantina, baixa dose de astaxantina ou placebo.

Após 31 dias, os investigadores descobriram que o volume e o peso do tumor no grupo das altas doses de astaxantina diminuíram em cerca de 40 por cento.

O grupo que não recebeu astaxantina não registou qualquer melhoria. Os benefícios também não foram observados no grupo de baixa dose de astaxantina - um facto que destaca a importância da administração de doses suficientes do composto.

A metástase, a disseminação do cancro para outros órgãos, tecidos e ossos, além do tumor original, é um passo fulcral na progressão do cancro - e esse processo potencialmente mortal é auxiliado por enzimas conhecidas como metaloproteinases da matriz, ou MMP.

Estudos já realizados mostraram também que a astaxantina combate a produção de MMP e reduz a angiogénese (a capacidade dos tumores de criar novos vasos sanguíneos para obter oxigénio e nutrientes essenciais).

Além disso, outro estudo também mostrou que as vias de sinalização envolvidas no crescimento e disseminação do cancro da boca foram significativamente inibidas pela astaxantina.

Há ainda evidências de que a astaxantina pode fazer com que os medicamentos anticancerígenos convencionais funcionem de forma mais eficaz. Num estudo com células do cancro do pulmão, uma combinação de astaxantina e permetrexed, um medicamento de quimioterapia, foi mais eficaz na inibição do crescimento de células cancerígenas desse tipo de tumor do que permetrexed sozinho.

Fonte: Natural Health 365

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