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Segredo para vida longa pode estar na microbiota e intestino

Uma pesquisa publicada na revista Scientific Reports mostrou que o ser humano é muito influenciado por aquilo que as bactérias que vivem no trato intestinal comem e isso pode interferir no processo de envelhecimento.

Segredo para vida longa pode estar na microbiota e intestino

Com base nisso, os cientistas da Universidade McGill, no Canadá, alimentaram moscas de frutas com uma combinação de probióticos e um suplemento de ervas, chamado Triphala, que foi capaz de prolongar a longevidade das moscas em 60 por cento e protegê-las contra doenças crónicas associadas ao envelhecimento.

O estudo adensa um crescente corpo de evidências que mostra a influência que as bactérias intestinais podem ter na saúde.

Os investigadores incorporaram um simbiótico, feito de probióticos com um suplemento rico em polifenois, na dieta de moscas da fruta.

As moscas alimentadas com o simbiótico viveram até 66 dias, 26 dias a mais do que as que não receberam o suplemento. Estes animais também mostraram características reduzidas de envelhecimento, tais como a resistência à insulina, inflamação e stress oxidativo.

"Os probióticos alteram drasticamente a arquitetura da microbiota intestinal, não apenas a sua composição, mas também em relação a como os alimentos que comemos são metabolizados. Isso permite que uma única formulação probiótica atue simultaneamente em várias vias de sinalização bioquímica para obter amplos efeitos fisiológicos benéficos, e explica o porquê da única formulação que apresentamos neste artigo ter um efeito tão dramático sobre tantos marcadores diferentes", disseram os investigadores.

"Os efeitos em humanos provavelmente não seriam tão dramáticos, mas os nossos resultados sugerem que uma dieta incorporando especificamente a Triphala junto com esses probióticos promoverá uma vida longa e saudável", continuaram.

Os autores também dizem que as descobertas podem ser explicadas pelo "eixo intestino-cerebral", um sistema de comunicação bidirecional entre microrganismos que residem no trato gastrointestinal, a microbiota e o cérebro.

Nos últimos anos, estudos mostraram que o eixo cérebro-intestino está envolvido em alterações neuropatológicas e em várias condições, como síndrome do intestino irritável, neurodegeneração e até depressão.

Poucos estudos, no entanto, conceberam com sucesso terapias moduladoras da microbiota intestinal com efeitos tão potentes ou amplos quanto a formulação apresentada no novo estudo.

Considerando os amplos efeitos fisiológicos desta formulação mostrada na mosca da fruta, o estudo espera que a sua formulação possa ter aplicações promissoras em vários distúrbios humanos como diabetes, obesidade, depressão, síndrome do intestino irritável e até mesmo cancro.

Fonte: Eurekalert

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