TUBERCULOSE

Governo pretende erradicar tuberculose até 2030

O Governo pretende erradicar a tuberculose até 2030, estando a apostar na deteção precoce e na proximidade a bolsas de população mais vulnerável, anunciou o secretário de Estado adjunto e da Saúde, Fernando Araújo.

Governo pretende erradicar tuberculose até 2030

O anúncio foi feito em Almeirim (distrito de Santarém), no âmbito da cerimónia de entrega da "mais sofisticada" Unidade Móvel de Radiorrastreio (UMR) do país ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria, equipamento adquirido com fundos europeus, no valor de 685 mil euros.

Sublinhando a redução da incidência de tuberculose no país, atualmente na ordem de 16 novos casos por 100 mil habitantes, o governante afirmou que unidades como a que foi entregue vão permitir chegar a "bolsas de população mais vulnerável", que normalmente não recorre ao Serviço Nacional de Saúde, como a de estabelecimentos prisionais, sem-abrigo, população migrante e toxicodependentes.

O governante insistiu na deteção precoce para evitar transmissão a outros e no tratamento "para, até 2030, acabar com a epidemia de tuberculose" no país.

Esta unidade, que vem substituir a que estava ao serviço na região há 37 anos, permitirá um diagnóstico "mais correto de algumas doenças respiratórias", explicou a coordenadora do Programa de Tuberculose da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Conceição Gomes, frisando que, se a incidência de tuberculose tem vindo a reduzir, há outras doenças respiratórias em crescimento, com destaque para o cancro do pulmão.

A UMR, que irá servir uma população de 200 mil utentes, possui a melhor tecnologia de ponta da Europa, trazendo "rapidez" no tipo de exames realizado e "segurança", porque o nível de radiação é mais baixo, realçou Fernando Araújo.

Com este equipamento, o raio-x é gerado imediatamente após a realização do exame e enviado em suporte digital para o radiologista e médicos do Centro de Diagnóstico Pneumológico, sendo depois remetido para o clínico que acompanha o utente, quer seja médico de família ou de outra especialidade.

Fonte: Lusa

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