ZIKA

Zika continua a ser considerado um desafio de pesquisa e saúde pública

Desde 2016, quando o Zika foi declarado pela Organização Mundial de Saúde como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, o vírus foi detetado em mais de 80 países, infetou milhões de pessoas e deixou muitos bebés com defeitos congénitos.

Zika continua a ser considerado um desafio de pesquisa e saúde pública

Embora os cientistas tenham feito progressos na compreensão do vírus e do mosquito que o transporta, e estejam a trabalhar em tratamentos e numa vacina preventiva, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infeciosas (NIAID, na sigla em inglês), parte dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, considera que será prematuro pensar que a pandemia está sob controlo e que não ressurgirá.

O Journal of Infectious Diseases publicou um artigo que examinou o atual conhecimento científico sobre o vírus Zika e quais as principais questões de pesquisa que permanecem. O suplemento foi patrocinado e editado pelo NIAID e apresenta vários artigos escritos por cientistas deste instituto.

O artigo assinala algumas das questões científicas críticas sobre o Zika que merecem uma exploração mais detalhada, incluindo: se certas mutações virais ocorreram para facilitar a sua distribuição geográfica; se diferentes espécies de mosquitos são capazes de transmitir o vírus Zika e o que isso pode significar para futuras transmissões, entre outras.

Os cientistas comparam esta epidemia com a epidemia de rubéola na década de 1960, quando dezenas de milhares de bebés nasceram com síndrome de rubéola congénita nos Estados Unidos; segundo o artigo, a epidemia da rubéola pode fornecer informações importantes diretamente aplicáveis à pesquisa do Zika.

Fonte: Eurekalert

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