PANDEMIA

OMS adverte que ameaça de pandemia de gripe continua real

A ameaça de uma pandemia de gripe mantém-se uma realidade, apesar de terem sido alcançados muitos progressos nos últimos dez anos, na cobertura e na capacidade de produção de vacinas contra a gripe, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS).

OMS adverte que ameaça de pandemia de gripe continua real

"Estamos atualmente melhor preparados para uma pandemia de gripe do que há dez anos, mas não devemos perder o impulso e ainda enfrentamos a ameaça de uma pandemia em 2016", advertiu a subdiretora-geral de Sistemas de Saúde e Inovação da OMS, Marie-Paule Kieny.

A OMS sublinhou ainda que "ninguém pode prever" como será a próxima época de gripe, pelo que é preciso estar atento e alerta para os riscos existentes.

A capacidade de produção global de vacinas contra a gripe pandémica registou melhorias, tendo passado de cerca de 1 500 milhões de doses, em 2006, para aproximadamente 6 200 milhões de doses em 2015.

Contudo, apesar deste avanço, estes valores são insuficientes para cumprir o objetivo do Plano Global de Ação da OMS, lançado em 2006, que previa imunizar 70 por cento da população mundial com duas doses (dez mil milhões de doses) de vacina contra a gripe.

Manter a capacidade de produção destas vacinas, uma vez que se tem verificado um declínio, é um desafio para o futuro, afirma a OMS, bem como a necessidade de apresentar mais dados para projetar estratégias sazonais de vacinação, especialmente em grupos como as crianças e as grávidas e em países de médio-baixo rendimento.

É também fundamental intensificar a investigação sobre a resistência às vacinas para entender o motivo pelo qual "as pessoas não estão a ser vacinadas e porque (alguns) médicos não recomendam as vacinas sazonais" contra a gripe, salientou ainda Marie-Paule Kieny.

"Como o vírus está em constante evolução, a ameaça de uma pandemia é real, pode ser amanhã ou daqui a cinco anos, e pode ser suave, como em 2009, com a gripe A H1N1, ou muito grave, como a ‘gripe espanhola’ em 1918", afirmou, por sua vez, Wenqing Zhang, do Departamento de Doenças Pandémicas e Epidémicas da OMS.

Fonte: Lusa

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