SIDA

Erradicação da sida em 2030 exige diagnóstico precoce e maior acesso a tratamentos

Um estudo recente da Agência Francesa de Pesquisa sobre a Sida (ANRS, na sigla em francês) concluiu que os esforços para promover o diagnóstico precoce do vírus da sida (HIV) e o acesso aos programas de tratamento devem ser aumentados para atingir o objetivo fixado pela Organização das Nações Unidas (ONU) de erradicação da patologia até 2030.

Erradicação da sida em 2030 exige diagnóstico precoce e maior acesso a tratamentos

A pesquisa, apresentada esta quarta-feira, 22 de julho, na 8.ª Conferência Internacional sobre o HIV, em Vancouver, no Canadá, foi feita com base na avaliação de cerca de sete mil pessoas na região de Orange Farm, na África do Sul, onde o acesso aos tratamentos antirretrovirais são acompanhados por programas de pesquisa sobre a doença.

"Entre as pessoas entrevistadas, 40 por cento dos homens e 20 por cento das mulheres declararam jamais terem sido diagnosticadas", refere a investigação.

Os dados mostraram também que 30 por cento das mulheres e 17 por cento dos homens são VIH positivo em graus variados de carga viral.

"Estes resultados mostram que a eficácia dos programas de rastreio e diagnóstico do VIH ainda é insuficiente", sublinhou Jean-François Delfraissy, diretor da ANRS.

Além do diagnóstico insuficiente, "pouquíssimas pessoas com sida recebem um tratamento antirretroviral. Era o caso de apenas 30,5 por cento das mulheres seropositivas e de 21 por cento dos homens seropositivos", disse o investigador Kévin Jean, que realizou a análise estatística do estudo.
Os objetivos da Agência das Nações Unidas para a Sida - Unaids determinam a erradicação da pandemia até 2030, estimando que a população infetada é, atualmente, de 36,9 milhões de pessoas.

Fonte: AFP

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