Similares Químicos

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Similares Terapêuticos

Produtos do mesmo Grupo Terapêutico

Azitromicina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal
O que é
A Azitromicina é um antibiótico estruturalmente semelhante à eritromicina.

É considerada o primeiro antibiótico da classe dos “azalídeos”, cujos membros são derivados da classe dos macrólidos, através da inserção de um átomo de nitrogénio no anel lactónico da eritromicina.

A Azitromicina diferencia-se da eritromicina em dois aspectos: sua lactona é constituída por 15 membros e contém um átomo de nitrogénio, ao passo que a lactona da eritromicina é de 14 membros, não possuindo o átomo de nitrogénio.

Essas diferenças são responsáveis pelas melhores características farmacológicas e microbiológicas da azitromicina: seu espectro de acção é mais amplo frente aos micro-organismos Gram-positivos, sua difusão tecidual é mais rápida e mais elevada e sua semi-vida biológica é mais prolongada do que a de outros macrolídeos.

É muito mais estável em meio ácido do que a eritromicina.

Tem como mecanismo de acção a inibição da síntese proteica bacteriana através da sua ligação com a subunidade ribossomal SOB, impedindo assim a translocacção dos peptídeos.

O seu espectro de acção é semelhante ao da eritromicina.
Usos comuns
Para o tratamento de pacientes com infecções leves causadas por cepas sensíveis de micro-organismos designados nas condições específicas a moderada: H. influenzae, M. catarrhalis, S. pneumoniae, C. pneumoniae, M. pneumoniae, S. pyogenes, S. aureus, S. agal.
Tipo
Molécula pequena.
Indicações
Oral e injectável:
A Azitromicina pode ser aplicada em situações em que micro-organismos sensíveis à azitromicina causaram:
– infecções do aparelho respiratório superior: sinusite, faringite, amigdalite
– otite média aguda;
– infecções do aparelho respiratório inferior: bronquite aguda e pneumonia ligeira a moderadamente grave adquirida na comunidade;
– infecções da pele e tecidos moles;
– doenças sexualmente transmissíveis não complicadas devidas a Chlamydia trachomatis.

Oftálmica:
Colírio, solução em recipiente unidose está indicado no tratamento antibacteriano localizado para cura das conjuntivites causadas por estirpes susceptíveis:
– Conjuntivites bacterianas purulentas em crianças (desde o nascimento até aos 17 anos de idade) e adultos.

– Conjuntivites tracomatosas provocadas pela Chlamydia trachomatis em crianças (desde o nascimento até aos 17 anos de idade) e adultos.
Classificação CFT

01.01.08 : Macrólidos

15.01.01 : Antibacterianos

Mecanismo de ação
A azitromicina é o primeiro de uma classe de antibióticos designada quimicamente por azalidos.

Quimicamente, deriva da inserção de um átomo de azoto no anel lactona da eritromicina A.

O nome químico da azitromicina é 9-deoxi-9a-aza-9a-metil-9a-homoeritromicina A. O peso molecular é de 749.0. actua por inibição da síntese proteica bacteriana, por ligação à subunidade ribossómica 50S impedindo a translocacção de péptidos.
Posologia orientativa
Comprimidos:
Adultos
Nas doenças sexualmente transmissíveis não complicadas causadas por Chlamydia trachomatis, a dose é 1000 mg numa administração oral única.

Para todas as outras indicações a dose é 1500 mg, a ser administrada em 500 mg por dia durante três dias consecutivos.
Em alternativa, a mesma dose total (1500 mg) também pode ser administrada ao longo de um período de cinco dias com 500 mg no primeiro dia e 250 mg do segundo ao quinto dia.

Oftálmico:
população adulta
Instilar uma gota no fórnix conjuntival duas vezes por dia, de manhã e à noite, durante três dias.
É desnecessário prolongar o tratamento para além de três dias.

injectável:
A dose recomendada de Azitromicina (azitromicina sob a forma de pó para solução para perfusão) para o tratamento de doentes adultos com:
- Pneumonia adquirida na comunidade devida aos micro-organismos indicados é de 500mg administrados em dose única diária por via intravenosa durante pelo menos dois dias.

- Com doença inflamatória pélvica devida aos micro-organismos indicados é de 500 mg administrados em dose única diária por via intravenosa durante um ou dois dias.

A terapêutica intravenosa deve ser seguida pela administração de Azitromicina por via oral.

A passagem para a terapêutica por via oral deve ser feita na altura indicada pelo Médico e de acordo com a resposta clínica.
Administração
Oral: Azitromicina deve ser administrada como uma dose única diária.

Oftálmico: O colírio, solução não deve ser injectado nem ingerido. O colírio, solução não deve ser usado para injecção peri ou intra-ocular.

injectável: Azitromicina (azitromicina sob a forma de pó para solução para perfusão) após reconstituição e diluição destina-se a ser administrado por perfusão intravenosa. Não deve ser administrado em bólus ou como injecção intramuscular.

A concentração da solução para perfusão e a taxa de perfusão de Azitromicina sob a forma de pó para solução para perfusão deve ser 1 mg/ml por 3 horas ou 2 mg/ml durante 1 hora.
Contraindicações
A utilização de Azitromicina está contra-indicada em doentes com hipersensibilidade à formulação e a outros antibióticos macrólidos.
Efeitos indesejáveis/adversos
Aproximadamente 13% dos doentes em ensaios clínicos relataram efeitos indesejáveis.

Os efeitos indesejáveis gastrointestinais foram mais frequentes, aproximadamente 10%.

infecções e infestações
Pouco frequentes: Vaginite.

Raros: Candidíase.

Doenças do sangue e do sistema linfático
Raros: Trombocitopenia, anemia hemolítica.
Ocasionalmente, foram observadas reduções ligeiras transitórias nas contagens de neutrófilos em ensaios clínicos para os quais uma relação causal com o tratamento com Azitromicina não foi confirmada.

Doenças do sistema imunitário
Raros: Anafilaxia incluindo edema (raramente fatal).

Doenças do metabolismo e da nutrição
Pouco frequentes: Anorexia.

Perturbações do foro psiquiátrico
Raros: Reacção agressiva, agitação, ansiedade, nervosismo, despersonalização, em doentes idosos pode ocorrer delírio.

Doenças do sistema nervoso
Pouco frequentes: Tonturas/vertigens, convulsões, cefaleias, sonolência, perturbações do odor e/ou paladar.

Raros: Parestesia, síncope, insónia, hiperactividade.

Afecções do ouvido e do labirinto
Raros: Audição diminuída.
Foi relatada audição diminuída incluindo surdez e/ou acufenos após tratamento prolongado a doses elevadas em ensaios clínicos. Uma maioria destes casos foi reversível, daqueles em que foi possível o "follow-up".

Cardiopatias
Raros: Palpitações, arritmias (incluindo taquicardia ventricular).
Existe um potencial risco de prolongamento do intervalo QT e torsades de pointes, particularmente em doentes que são susceptíveis a estas condições.

Doenças gastrointestinais
Frequentes: Náuseas, diarreia, desconforto abdominal (dor/cãibras), vómitos.

Pouco frequentes: Fezes moles (como um resultado de desidratação pouco frequente), flatulência, dispepsia.

Raros: Obstipação, colite pseudomembranosa, pancreatite, descoloração dos dentes, descoloração da língua.

Afecções hepatobiliares
Raros: Valores anormais de testes da função hepática, hepatite, iterícia colestática, casos raros de necrose hepática e insuficiência hepática que raramente resultaram em morte.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Pouco frequentes: Exantema, prurido.

Raros: Edema angioneurótico, urticária, fotossensibilidade, eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica.

Afecções músculo-esqueléticas e dos tecido conjuntivos
Pouco frequentes: Artralgia
Doenças renais e urinárias
Raros: Nefrite intersticial, colapso renal agudo.

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Raros: Astenia, fadiga, mal-estar.
Advertências
Gravidez
Gravidez:
Gravidez:Não existem dados disponíveis; o produtor recomenda usar apenas se não existem alternativas disponíveis. Ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos.
Aleitamento
Aleitamento:
Aleitamento:Presente no leite; o produtor recomenda que se use apenas se não existir alternativa disponível; vigiar então o lactente.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Insuf. Hepática:Evitar; risco de icterícia.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Insuf. Renal:Usar com precaução na IR grave.
Precauções gerais
Foram notificadas reacções alérgicas sérias raras incluindo edema angioneurótico e anafilaxia (raramente fatais). Algumas destas reacções com Azitromicina resultaram em sintomas recorrentes e necessitaram de um período de observacção e tratamento mais longo.

São recomendadas observações para sinais de superinfeção com organismos não susceptíveis, incluindo fungos. Foi notificada colite pseudomembranosa com a utilização de antibióticos macrólidos.

Como tal, este diagnóstico deve ser considerado em doentes que sofram de diarreia após o início do tratamento com Azitromicina.

Se a Azitromicina induzir colite pseudomembranosa, então os agentes antiperistálticos estão contra-indicados.

Não existe experiência em relação à segurança e eficácia da aplicação a longo termo da Azitromicina para as indicações mencionadas anteriormente. Em caso de infecções rapidamente recorrentes, deve ser considerado o tratamento com um outro agente antibateriano.

Devido à possibilidade teórica de ergotismo, a Azitromicina e os derivados da ergotamina não devem ser coadministrados.

Foi observada repolarizacção cardíaca e intervalo QT prolongados, acarretando um risco de desenvolvimento de arritmia cardíaca e torsades de pointes, no tratamento com outros macrólidos. Um efeito similar com Azitromicina não pode ser completamente excluído em doentes com um risco aumentado de repolarizacção cardíaca prolongada.

Como tal, a Azitromicina não deve ser administrada: em doentes com prolongamento do intervalo QT congénito ou adquirido documentado; com outras substâncias activas que prolonguem o intervalo QT tais como os antiarrítmicos das classes IA e III, cisapride e terfenadina; em doentes com desequilíbrio electrolítico, particularmente em caso de hipocaliémia e hipomagnesémia; em doentes com bradicardia clinicamente relevante, arritmia cardíaca ou insuficiência cardíaca grave.

A Azitromicina não é a substância de primeira escolha para o tratamento de faringite e amigdalite causadas por Stretococcus pyogenes. Para estas indicações e para a profilaxia da febre reumática aguda, a penicilina é o tratamento de primeira escolha.

Em caso de doenças sexualmente transmissíveis, deve ser excluída uma infecção concomitante por T.palidum.

utilização na insuficiência renal
Não é necessário um ajuste da dose em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada (TFG: 10 – 80 ml/min).
É aconselhada precaução em doentes com insuficiência renal grave (TFG <10 ml/min) uma vez que a exposição sistémica pode estar aumentada.

utilização na insuficiência hepática
Uma vez que a azitromicina é metabolizada no fígado e excretada na bílis, o medicamento não deve ser administrado a doentes sofrendo de doença hepática grave.

Não foram conduzidos estudos relativamente ao tratamento destes doentes com azitromicina. Quando ocorre insuficiência hepática grave, o tratamento com Azitromicina deve ser interrompido.

A Azitromicina deve ser administrada com precaução a doentes com perturbações neurológicas ou psiquiátricas.

A Azitromicina não está indicada para o tratamento de feridas de queimaduras infectadas.

Os comprimidos revestidos por película de Azitromicina não são adequados para o tratamento de infecções graves em que uma elevada concentração sanguínea do antibiótico é rapidamente necessária.

Este medicamento contém latose.

Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galatose, deficiência na Latase de Lapp ou malabsorção de glucose-galatose não devem tomar este
medicamento.


Se utiliza qualquer outro medicamento para aplicar no olho, deverá: aplicar o outro medicamento oftálmico, esperar durante 15 minutos e por último aplicar a Azitromicina.
Cuidados com a dieta
Azitromicina pode ser tomada com ou sem alimentos.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligue para o Centro de Intoxicações.

Os efeitos adversos experimentados em doses superiores às recomendadas foram semelhantes aos observados nas doses normais.

Os sintomas característicos de uma sobredosagem com antibióticos macrólidos foram: perda reversível da audição, náuseas graves, vómitos e diarreia.

Em caso de uma sobredosagem, são indicadas lavagem e medidas gerais de suporte.
Terapêutica interrompida
Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de utilizar.
Cuidados no armazenamento
Não conservar acima de 25ºC.

Manter os recipientes unidose dentro da saqueta para os proteger da luz.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Espectro de susceptibilidade e tolerância bacteriológica
Ativo contra Moraxella catarrhalis, Chlamydia sp., Legionella sp., Mycoplasma pneumoniae, Bordetella pertussis, Borrelia burgdorferi, Neisseria sp., Haemophilus influenzae, Streptococcus sp. e muitas cepas de estafilococos comunitários.

Boa atividade contra Toxoplasma gondii e Mycobacterium avium.Ativa contra Campylobacter, Shigella sp.e Salmonella sp.

Também activa contra Leishmania brasiliensis, Leishmania donovani e Leishmania major.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antiarrítmicos + Azitromicina

Observações: Aumentam a depressão do miocárdio quando são administrados com outros AA. Aumentam o risco de arritmias ventriculares quando são dados com AA que prolongam o intervalo QT
Interações: Disopiramido: Aumento da toxicidade cardíaca com: - Azitromicina - Azitromicina
Sem significado Clínico

Bazedoxifeno + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: Não houve interacções farmacocinéticas significativas entre o bazedoxifeno e os seguintes medicamentos: ibuprofeno, atorvastatina, azitromicina, ou um antiácido contendo alumínio e hidróxido de magnésio. - Azitromicina
Sem efeito descrito

Levocetirizina + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: Não foram efectuados estudos de interacção com a levocetirizina (incluindo estudos com indutores da CYP3A4); estudos efectuados com o composto racemato cetirizina demonstraram não existir interacções adversas clinicamente relevantes (com pseudoefedrina, cimetidina, cetoconazol, eritromicina, azitromicina, glipizida e diazepam). - Azitromicina
Usar com precaução

Azitromicina + Antiácidos

Observações: N.D.
Interações: Antiácidos: Num estudo de farmacocinética sobre o efeito da co-administração de antiácidos e azitromicina não foram observados efeitos na sua biodisponibilidade total, embora se tenha verificado uma redução de cerca de 25% nos níveis séricos máximos. A azitromicina deve ser tomada pelo menos 1 hora antes ou 2 horas após a administração de antiácidos. - Antiácidos
Sem efeito descrito

Cetirizina + Azitromicina

Observações: Dados os perfis farmacocinéticos, farmacodinâmicos e de tolerância da cetirizina, não são esperadas interacções com este anti-histamínico. A extensão da absorção da cetirizina não é reduzida pela administração de alimentos, apesar da velocidade de absorção diminuir.
Interações: Estudos de cetirizina com azitromicina não revelaram evidência de interacções clinicamente adversas. - Azitromicina
Sem efeito descrito

Bazedoxifeno + Estrogénios conjugados + Azitromicina

Observações: O bazedoxifeno é sujeito a metabolismo pelas enzimas uridina difosfato glucuronil transferase (UGT) no trato intestinal e no fígado. O bazedoxifeno é sujeito a pouco, ou nenhum, metabolismo mediado pelo citocromo P450 (CYP). O bazedoxifeno não induz nem inibe as atividades das principais isoenzimas do CYP e é pouco provável que interaja com medicamentos coadministrados através do metabolismo mediado pelo CYP.
Interações: Não se verificaram interacções farmacocinéticas significativas entre o bazedoxifeno e os seguintes medicamentos: ibuprofeno, atorvastatina e azitromicina ou antiácidos que contenham hidróxido magnésio e alumínio. - Azitromicina
Usar com precaução

Lactato de magnésio + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: O tratamento simultâneo de bifosfonatos, tetraciclinas, quinolonas e, azitromicina com sais de magnésio orais pode reduzir a absorção dos fármacos referidos anteriormente e a sua efectividade. Nestas circunstâncias é recomendado que o Lactato de magnésio seja tomado com um intervalo de 2 a 4 horas do outro fármaco com vigilância do efeito. - Azitromicina
Sem efeito descrito

Ceftriaxona + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: Num estudo farmacocinético de interacção medicamentosa, realizado em voluntários saudáveis, não se observou interacção entre a ceftriaxona e a azitromicina. - Azitromicina
Sem efeito descrito

Cetirizina + Pseudoefedrina + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: CETIRIZINA: Foram realizados estudos de interacção farmacocinética de cetirizina com cimetidina, cetoconazol, eritromicina, azitromicina e pseudoefedrina; não se verificaram interacções farmacocinéticas. Estudos de cetirizina com azitromicina, eritromicina, cetoconazol, teofilina e pseudoefedrina não revelaram evidência de interacções clínicas adversas. - Azitromicina
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloreto de magnésio + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: Para evitar a diminuição da absorção de bifosfonatos, antibióticos (aminoglicosidos, tetraciclinas, quinolonas e azitromicina) e preparações à base de fosfatos ou ferro, Cloreto de magnésio deve ser administrado com pelo menos 3 a 4 horas de intervalo em relação à administração destes medicamentos. - Azitromicina
Não recomendado/Evitar

Colquicina + Azitromicina

Observações: Não ultrapassar mais do que alguns dias de tratamento com a colquicina.
Interações: Associações não recomendadas: Macrólidos com exceção da espiramicina (telitromicina, azitromicina, claritromicina, diritromicina, eritromicina, josamicina, midecamicina, roxitromicina, troleandomicina). Podem aumentar significativamente os níveis séricos de colquicina e o risco de toxicidade, podendo esta tornar-se fatal. - Azitromicina
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Pidolato de magnésio + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: Pidolato de magnésio pode também diminuir a absorção das tetraciclinas, bisfosfonatos, quinolonas, azitromicina ou preparações de fluoreto de sódio. Espaçar a administração com Pidolato de magnésio em 2 a 3 horas. - Azitromicina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Vismodegib + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de medicamentos concomitantes no vismodegib: Os estudos in vitro indicam que o vismodegib é um substrato do transportador de efluxo da glicoproteína-P (gp-P) e das enzimas metabolizadoras de fármacos CYP2C9 e CYP3A4. A exposição sistémica de vismodegib e a incidência de reações adversas com vismodegib podem ser maiores quando vismodegib é co-administrado com medicamentos que inibem a gp-P (por exemplo, claritromicina, eritromicina, azitromicina, verapamil, ciclosporina), CYP2C9 (amiodarona, fluconazol ou miconazol), ou CYP3A4 (bocepravir, claritromicina, conivaptan, indinavir, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, nelfinavir, posaconazol, ritonavir, saquinavir, telaprevir, telitromicina ou voriconazol). - Azitromicina
Usar com precaução

Melagatrano + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: Um estudo de interacção medicamentosa revelou um aumento da AUC (82%) e da Cmax (74%) de Melagatrano após a administração oral de ximelagatran (profármaco de melagatrano) e eritromicina pelo que é possível que se verifique um aumento do risco de hemorragia em caso de utilização concomitante destes fármacos. O mecanismo desta interacção pode envolver a inibição de proteínas de transporte, possivelmente a glicoproteína P (P-gp). Por conseguinte, existe um potencial para interacções farmacocinéticas com inibidores da P-gp (ex.: eritromicina, azitromicina, claritromicina, ciclosporina) que eventualmente conduzam a um aumento da exposição ao melagatran, e indutores da P-gp (ex.: rifampicina) que eventualmente conduzam a uma diminuição da exposição ao melagatrano. Recomenda-se monitorização clínica cuidadosa (despiste de sinais de hemorragia e/ou anemia) quando estes fármacos são co-administrados com ximelagatran. A utilização concomitante de melagatrano com antagonistas da vitamina K, heparinas não fraccionadas e HBPM não foi avaliada. - Azitromicina
Sem significado Clínico

Ibrutinib + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores fracos do CYP3A4: Simulações que utilizam condições de jejum clinicamente relevantes sugerem que inibidores fracos do CYP3A4, tais como a azitromicina e a fluvoxamina, podem aumentar a AUC de ibrutinib em < 2 vezes. Não é necessário qualquer ajuste de dose na associação com inibidores fracos. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a toxicidade e as orientações para modificação da dose devem ser seguidas, conforme necessárias. Em oito indivíduos saudáveis, a administração concomitante de sumo de toranja, contendo inibidores do CYP3A4, aumentou a exposição (Cmax e AUC) de ibrutinib em aproximadamente 4 e 2 vezes, respectivamente. Toranja e laranjas de Sevilha devem ser evitadas durante o tratamento com Ibrutinib, uma vez que este contém inibidores moderados do CYP3A4. - Azitromicina
Usar com precaução

Ximelagatrano + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: interacções farmacocinéticas: Um estudo de interacção medicamentosa revelou um aumento da AUC (82%) e da Cmax (74%) de melagatran após a administração oral de ximelagatran e eritromicina pelo que é possível que se verifique um aumento do risco de hemorragia em caso de utilização concomitante destes fármacos. O mecanismo desta interacção pode envolver a inibição de proteínas de transporte, possivelmente a glicoproteína P (P-gp). Por conseguinte, existe um potencial para interacções farmacocinéticas com inibidores da P-gp (ex.: eritromicina, azitromicina, claritromicina, ciclosporina) que eventualmente conduzam a um aumento da exposição ao melagatran, e indutores da P-gp (ex.: rifampicina) que eventualmente conduzam a uma diminuição da exposição ao melagatran. Recomenda-se monitorização clínica cuidadosa (despiste de sinais de hemorragia e/ou anemia) quando estes fármacos são co-administrados com ximelagatran. A utilização concomitante de Ximelagatrano com antagonistas da vitamina K, heparinas não fraccionadas e HBPM não foi avaliada. - Azitromicina
Usar com precaução

Domperidona + Azitromicina

Observações: N.D.
Interações: A utilização concomitante das seguintes substâncias requer cuidado na utilização: Cuidado com os medicamentos indutores de bradicardia e hipocalemia, bem como com os seguintes macrólidos envolvidos no prolongamento do intervalo QT: Azitromicina e roxitromicina (a claritromicina está contra-indicada porque é um inibidor potente do CYP3A4). - Azitromicina
Sem efeito descrito

Efavirenz + Azitromicina

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antibióticos: Azitromicina/Efavirenz: (dose única de 600 mg/400 mg uma vez por dia) interacção farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. - Azitromicina
Sem efeito descrito

Efavirenz + Emtricitabina + Tenofovir + Azitromicina

Observações: As interacções que foram identificadas com Efavirenz, Emtricitabina e Tenofovir individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes medicamentos só foram realizados em adultos.
Interações: Estudos conduzidos com outros medicamentos: Não se observaram quaisquer interacções farmacocinéticas clinicamente significativas quando efavirenz foi administrado com azitromicina, cetirizina, fosamprenavir/ritonavir, lorazepam, nelfinavir, zidovudina, antiácidos de hidróxido de alumínio/magnésio, famotidina ou fluconazol. - Azitromicina
Sem significado Clínico

Fluconazol + Azitromicina

Observações: O fluconazol é um potente inibidor do citocromo P450 (CYP) isoenzima 2C9 e um inibidor moderado do CYP3A4. O fluconazol é também um inibidor da isoenzima CYP2C19. Adicionalmente às interações observadas/documentadas abaixo indicadas, existe um risco de aumento da concentração plasmática de outros compostos metabolizados pelo CYP2C9 e CYP3A4 coadministrados com fluconazol. Deste modo, deve-se ter precaução quando se utilizam estas associações e os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados. O efeito inibidor da enzima pelo fluconazol persiste 4-5 dias após a descontinuação do tratamento com fluconazol devido à sua longa semivida.
Interações: A utilização concomitante dos seguintes fámacos leva a precauções e ajustes de dose: O efeito de fluconazol noutros fármacos: Azitromicina: Um estudo aberto, aleatorizado cruzado, de 3 braços, em 18 voluntários saudáveis, avaliou o efeito de uma dose única de 1200 mg de azitromicina, por via oral, sobre a farmacocinética de uma dose única de 800 mg de fluconazol, por via oral, assim como os efeitos do fluconazol sobre a farmacocinética da azitromicina. Não se detetou interacção farmacocinética significativa entre o fluconazol e a azitromicina. - Azitromicina
Sem efeito descrito

Voriconazol + Azitromicina

Observações: n.d.
Interações: Antibióticos macrólidos: Azitromicina (500 mg OD) Não necessário ajuste de dose - Azitromicina
Sem efeito descrito

Nifedipina + Azitromicina

Observações: n.d.
Interações: Antibióticos macrólidos (por exemplo, eritromicina) Não foram realizados estudos de interacção entre a nifedipina e antibióticos macrólidos. Certos antibióticos macrólidos são conhecidos por inibirem o metabolismo de outros medicamentos mediados pelo sistema do citocromo P450 3A4. Por conseguinte, não pode ser excluída a possibilidade de um aumento das concentrações plasmáticas de nifedipina com a administração concomitante dos dois medicamentos. A azitromicina, apesar de estruturalmente relacionada com a classe de antibióticos macrólidos, não inibe o CYP 3A4. - Azitromicina
Sem efeito descrito

Rifabutina + Azitromicina

Observações: n.d.
Interações: ANTI-MAC (complexo Mycobacterium avium intracellulare): Azitromicina: Efeito na rifabutina: Sem interacção farmacocinética Efeito no fármaco co-administrado: Sem interacção farmacocinética. - Azitromicina
Sem efeito descrito

Sildenafil + Azitromicina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre o sildenafil: Estudos in vivo: Em voluntários saudáveis do sexo masculino, não houve qualquer evidência de um efeito da azitromicina (500 mg por dia durante 3 dias) sobre a AUC, Cmax, tmax, constante da taxa de eliminação ou semi-vida subsequente do sildenafil ou do seu principal metabolito circulante. - Azitromicina
Usar com precaução

Letermovir + Azitromicina

Observações: Informação geral sobre as diferenças na exposição entre os diferentes regimes de tratamento com letermovir - A exposição plasmática esperada de letermovir difere consoante o regime terapêutico utilizado. Desta forma, as consequências clínicas das interações medicamentosas do letermovir vão depender do regime de letermovir utilizado, e se o letermovir está ou não associado à ciclosporina. - A associação de ciclosporina e letermovir pode levar a efeitos potenciados ou adicionais dos medicamentos concomitantes quando comparado com letermovir isoladamente.
Interações: Inibidores da gp-P/BCRP Resultados in vitro indicam que letermovir é um substrato da gp-P/BCRP. Não se antecipa que a alteração da concentração plasmática de letermovir, devido à inibição da gp-P/BCRP, seja clinicamente relevante. Contudo, aconselha-se precaução se forem adicionados inibidores gp-P/BCRP à associação de letermovir com ciclosporina. - Exemplos de inibidores da gp-P/BCRP incluem claritromicina, eritromicina, azitromicina, itraconazol, cetoconazol, verapamilo, quinidina, fluvoxamina, ranolazina e alguns dos inibidores da protease do VIH. - Azitromicina
Usar com precaução

Bictegravir + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Azitromicina

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos.
Interações: Azitromicina Claritromicina (Inibição da gp-P) interacção não estudada. A co-administração de azitromicina ou claritromicina pode aumentar as concentrações plasmáticas do bictegravir. Recomenda-se precaução devido ao efeito potencial destes agentes no componente bictegravir. - Azitromicina
Não recomendado/Evitar

Gilteritinib + Azitromicina

Observações: Gilteritinib é principalmente metabolizado pelas enzimas do CYP3A, que podem ser induzidas ou inibidas por diversos medicamentos concomitantes.
Interações: Efeitos de outros medicamentos no Gilteritinib Inibidores do CYP3A e/ou gp-P Os inibidores fortes do CYP3A e/ou gp-P (por ex., voriconazol, itraconazol, posaconazol, claritromicina, eritromicina, captopril, carvedilol, ritonavir, azitromicina) podem aumentar as concentrações plasmáticas de gilteritinib. A administração concomitante de uma dose única de 10 mg de gilteritinib e itraconazol (200 mg uma vez por dia durante 28 dias), um inibidor forte do CYP3A e/ou gp-P, em indivíduos saudáveis resultou num aumento aproximado de 20% da Cmax média e num aumento de 2,2 vezes da AUCinf média em comparação com os indivíduos que receberam uma única dose de gilteritinib isolado. A exposição a gilteritinib aumentou aproximadamente 1,5 vezes nos doentes com LMA recidivante ou refratária quando administrado concomitantemente com inibidores fortes do CYP3A e/ou gp-P. - Azitromicina
Usar com precaução

Fosnetupitant + Palonossetrom + Azitromicina

Observações: n.d.
Interações: interacções farmacodinâmicas Fosnetupitant + Palonossetrom contém um antagonista do receptor da 5-HT3, o palonossetrom, que pode aumentar o prolongamento do intervalo QT. Por conseguinte, deve proceder-se com cautela no caso de utilização concomitante com medicamentos que aumentam o intervalo QT, incluindo, entre outros: a levofloxacina, amitriptilina, alfuzosina, azitromicina, trióxido de arsénio. - Azitromicina
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Azitromicina
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 26 de Novembro de 2020